A LENDA DE VÉNUS


Os céus tornaram-se negros, envoltos de nuvens e ventos ameaçadores.

Vulcano, o deus do fogo, perdera a cabeça.

Forjava, agora, os raios de Júpiter que desferia com raiva nas montanhas.

O mundo era injusto demais... não tinha sido abençoado com beleza, ou saúde, mas casara com a mulher mais bonita do Olimpo, Vénus. 

Um casamento que não sendo do agrado desta teve, contudo, de ser 

consumado, por obrigação do seu pai, Júpiter, Deus dos Céus.

Vulcano descobrira que a sua linda esposa o traía, com outros deuses e, 

como se já não fosse humilhante demais, traia-o, também, com os mais simples mortais.

Vulcano cegara de ciúme. Queria matá-la.

Vénus ergueu-se, linda, nua, da sua concha de espuma e afagou-lhe o cabelo...

- Não receies, meu amor - disse-lhe - O desígnio que me foi dado é muito difícil de entenderes, trata-se de um bem maior. - e continuou:

- Eu nasci para ensinar o AMOR, para representar a liberdade, a ousadia e a sensualidade.

- Eu sou o gênero feminino e personalizo a escolha e a voz. 

- Eu sou A MULHER.

Dizem que Vulcano a deixou partir. 

Dizem que há corações que vagueiam despedaçados em prol de um AMOR maior.

Dizem que Vénus não desistiu de ser a escolha, a voz.

Eu acredito no CUPIDO que nasceu do amor de Vénus com Marte.

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