NÃO DESISTAS
Não partas…
A ideia de perder-te (apesar de não ter havido nós) é atroz
Tu foste, tu és o meu acreditar,
A minha força, a minha esperança de que tudo pode ter recomeços,
A aposta, talvez, do futuro que não pode ser o negro do presente
Ensinaste-me isso…
Não partas…
O vazio é enorme, a solidão imensa, a própria ideia… um tormento
Deixa-me curar as tuas feridas, curando as minhas também…
Não mates o que ainda é vivo em mim, e em ti – embora já não acredites,
Crê na força da amizade, do amor puro, desprovido de intenções
Crê - tal como me fizeste acreditar - que há um novo dia para lá da noite
E não vás, não me (nos) prives da tua presença…
Seria matar-me a alma também…
Não desistas...



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